segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Crítica: Hannibal - 1 Temporada




Introduzir um serial killer na TV aberta era uma proposta ousada, ainda mais quando o assassino em questão é Hannibal Lecter, imortalizado por Anthony Hopkins na trilogia cinematográfica. Hannibal não só propôs o retorno do psicopata criado por Thomas Harris, mas entregou grandes promessas com destreza e de forma sutil, mostrando que séries criminais não precisam ser procedimentais para funcionar.

A trama de Hannibal mostra o psiquiatra antes do cárcere, ajudando o FBI a resolver alguns crimes. Mais importante que isso, no entanto, acompanhamos de perto a peculiar relação entre Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) e Will Graham (Hugh Dancy) como médico e paciente, cientista e experimento, colegas de trabalho e amigos. É o relacionamento entre os dois que faz com que a série se destaque entre tantas outras, os desenvolvimentos em suas personalidades e nas interações com o restante da equipe do FBI.

Co-escrito por Harris e Bryan Fuller, idealizador da série, o ótimo roteiro nunca deixa a desejar. Ao introduzir uma série que incita a presença da fórmula "um crime e sua solução por episódio", a atenção do público estadunidense, que acostumou-se ao formato, está capturada. A partir daí é gradativa a mudança de foco, até que nos percebemos não mais interessados na originalidade dos crimes macabros, mas na delicada manipulação de Hannibal em todas as situações a sua volta.

Um dos grandes trunfos de Hannibal é sua originalidade. Diferindo das histórias apresentadas em Manhunter (1986), O Silêncio dos Inocentes (1991), Hannibal (2001) e Dragão Vermelho  (2002), a série prima em introduzir um novo Will Graham, com novas habilidades e problemas. Afastado do FBI para dar aulas sobre investigação forense, Graham é convocado para voltar ao time por Jack Crawford (Laurence Fishburne). Seu retorno vem acompanhado de um psiquiatra, que observará a capacidade mental de Will para trabalhar nos casos que tanto o atormentam e envolvem, afinal, ele tem tendencias psicopatas reprimidas pelo bom senso que podem aflorar a qualquer momento. No entanto, são tais propensões que ajudam o agente a ser eficiente no trabalho de investigação, já que ele consegue pensar como o assassino.

Hannibal funciona como um todo, um grande filme com 13 horas de duração, pois ao nos oferecer uma pista, é necessário tempo para que sua recompensa seja alcançada. Em um ponto, Dr. Lecter diz sentir o cheiro do câncer em uma de suas pacientes só para, alguns episódios a frente, descobrirmos uma grave encefalite que ataca o cérebro de Will. Há uma frieza cirurgica presente em cada decisão tomada pelo serial killer e, ainda asssim, é possível se identificar e sentir piedade de Hannibal quando ele finge sentir qualquer tipo de emoção para sua própria terapeuta, a Dra. Bedelia Du Maurier (Gillian Anderson).

Mesmo que mostre pesadas cenas do crime sem restrições - como, por exemplo, um totem feito de partes humanas, pele das costas que acaba virando asas angelicais e plantações de cogumelos feitas em corpos semi-vivos -, Hannibal é negligente em mostrar o canibal em ação. Ao sugerir as refeições preparadas pelo cuidadoso cozinheiro, qualquer prato carnívoro parece dar ânsia, indicando que ele não somente come humanos, mas também faz com que pessoas próximas saboreiem órgãos abatidos por ele mesmo. Não confunda, porém, a caça com um mero assassinato. Hannibal não poupa aqueles que possam prejudicar sua reputação.

O diverso elenco deve, também, ser considerado como um dos pontos altos da série. As nuances provenientes do dinamarquês Mikkelsen são essenciais para o desenvolvimento da narrativa de Hannibal. Ao perceber que pode ser alvo de qualquer suspeita, é visível uma tênue expressão de preocupação, invisível aos olhos dos personagens mas compreensíveis ao público, que sabem com o que estão lidando. Calmo e calculista em situações difíceis, Dr. Lecter se mostra lúcido quando a mais lógica das pessoas estaria em pânico. É a falta de qualquer abordagem emocional real que faz do Hannibal de Mikkelsen um dos melhores serial killers já vistos na TV.

Hugh Dancy e seu delirante Graham não ficam para trás. Febril e coberto de suor durante a segunda metade do primeiro ano, o agente desafia todos ao se provar mais são do que o resto de sua equipe. Instável, entre momentos de sanidade e ilusão, o britânico usa de diálogos curtos e rápidos para passar a sensação de urgência na qual seu personagem se encontra. É a presença de um alce negro que informa a Graham sua ausência de realidade, nos proporcionando um momento de confusão quando descobrimos que não percebemos quando a cena passou a ser uma visão de Will.

Inferindo a manipulação de Hannibal sob o colega de trabalho e paciente que alega ser seu amigo, é perceptível o poder que há em todas as provas coletadas contra Will. Tudo não passa de uma grande farsa que, sendo uma grande farsa por si, dificulta análises secundárias. Levando em consideração o histório de problemas mentais de Graham, analisados pelo inteligente e sagaz psiquiatra, nada mais justo que um corajoso "olá, Dr. Lecter" para finalizar a bela e cuidadosa construção de Hannibal.

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Samuel Lofhagen
extraído de www.omelete.com.br

Crítica: Dates - Primeira Temporada



Em 2007, Bryan Elsley apresentava ao mundo uma série teen  com uma perspectiva muito nova a respeito do universo adolescente contemporâneo. Como na própria dinâmica comportamental dos jovens, o tempo de um episódio de Skins  era frugal, efêmero, e passeava pela vida de cada um dos personagens como se quisesse ser corriqueiro, natural. Cada um dos jovens era explorado de cada vez, com tramas se esbarrando no processo, mas sempre mantendo o exercício do distanciamento. Agora, em 2013, Elsley ressurge com a série Dates, que amadurece o estilo do showrunner, focando na imprevisibilidade do encontro.

Cada episódio de Dates tem apenas 22 minutos de duração, um tempo que pode ser mínimo para um encontro bom, mas é uma verdadeira eternidade para quem não quer estar ali. Em cada um dos episódios, acompanhamos um casal que se conheceu pela internet e está presente - independente de classe ou condição social - por uma série de razões. Esse é o ponto mais interessante a respeito de Dates, que não é uma série que fala apenas da busca por uma companhia - em muitos dos casos, os personagens estão em busca de algum tipo de fuga.

A dinâmica dos encontros pretende sempre o mesmo começo: chegar a um local público, um restaurante ou um bar, e avaliar quem é seu acompanhante. Pode parecer absurdo que em um tempo tão curto, a série consiga explorar os primeiros momentos de um encontro, com suas identificações e frustrações, e ainda ter tempo para o desenvolvimento de uma trama e de algumas personalidades. Porém, a condensação temporal do programa não afeta a fluência de seu texto. Dates é uma surpresa constante, cheia da mesma expectativa que compõe sua dramaturgia. Ao sentar para ver um episódio, é como estar diante de um novo pretendente. Tudo pode acontecer até o final da noite... Tudo.

Curte o Quê?

A tela abre, a barra de rolagem automática corre, os nicknames aparecem em toda uma profusão de criatividade. Quantos anos? De onde é? Como é? O que está procurando? Separados pelo limítrofe da tela, dois (ou mais) usuários se buscam no meio do escuro por razões que vão desde o sexo à psicologia. Ainda que esse modelo de bate-papo escorregue quase sempre na vulgarização da procura, a internet acabou servindo pra queimar etapas, proteger identidades, evitar os constrangimentos.

Em Dates, a maioria dos encontros vieram de sites de relacionamentos. Não há uma especificidade nesse sentido, mas conseguimos entender que os perfis sociais são o forte dos personagens. Quem se arrisca nesse tipo de site sabe a respeito de todas as complexidades vigentes. Na maioria das vezes, o acesso a esse tipo de conteúdo só pretende manter o foco das coisas. O problema é que as personas por trás da praticidade tendem a ser desertores da coragem presencial. Ao vivo, muitos detalhes disfarçados vem à tona. Encontros marcados por usuários virtuais, por essa razão, podem ser um imenso tiro no pé. E Dates sabe disso.

Partindo do princípio de que as personalidades se bifurcan, qualquer trama deita num solo cheio de possibilidades. Em qualquer encontro - virtual ou não - ninguém é 100% original. O jogo da sedução exige (e sobrevive) dos disfarces. Sabendo disso, a série se organizou para que em cada semana a dinâmica de exibicionismo e hesitação fosse gradativa. Uma pessoa pode disfarçar-se num encontro e mostrar-se inteira no outro, tudo depende do interlocutor. Somos afetados por muitos fatores e numa história comprometida com a realidade, isso deve ser levado em consideração. Dates se desenvolve em torno do indecifrável, do imponderável, agindo como uma teoria elegantizada da ação e da reação.

Encontros com o Natural

A escolha para o episódio piloto foi cuidadosa. David (Will Mellor) está num restaurante à espera de Celeste. Ele é o típico retardatário da engrenagem das relações virtuais. Ele é divorciado, pai de três filhos, bonito e atraente, mas nada condizente com a jovialidade procurada nesses sites de encontros. David é um caminhoneiro que tem uma doutrina rígida com relação às mulheres: elas devem ser adoradas. Ele compensa sua pouca intelectualidade com muita virilidade.

Sua parceira não se chama Celeste. A mulher misteriosa que se senta com ele é Mia (Oona Chaplin). Mentir o nome é parte do show dela. Mia é bonita, aparentemente segura, misteriosa, sensual, longe de ser o tipo de mulher que procura homens pela internet. Mia quer uma fuga de si mesma, e encontra em David a possibilidade ideal: ser adorada por suas imperfeições, ser valorizada por seus "defeitos". David gosta de proteger, consertar. Mia gosta de prevalecer, provocar. O encontro dos dois não dá muito certo e, ao mesmo tempo, serve como expectativa maior para toda a condução da temporada.

Em nove episódios, nove formações diferentes de casais, que apresentam-se totalmente originais ou repetindo personagens. Com aqueles que voltam, temos a chance de conhecer novos detalhes e, quase sempre, esses repetentes são os mais complexos. Por suas características tão peculiares, eles merecem uma breve menção (partindo do episódio 2):

Jenny e Nick: O encontro entre uma professora primária e um neurótico e superconfiante comerciante poderia ser maravilhoso se os dois não acabassem sendo incompatíveis exatamente por serem ambivalentes. Jenny e Nick escondem um segredo que lhes desvirtua do objetivo original do encontro, tornando-o um verdadeiro desastre.

Mia e Stephen: Mia reaparece na série. A postura dela quando vai conhecer o cirurgião Stephen é  a mesma de quando encontrou-se com o tranquilo David. Porém, ela encontra um adversário à altura. Stephen é superficial, individualista e prático. Ele não cai no jogo de sedução de Mia e provoca um distúrbio na dinâmica das coisas.

Erica e Kate: A série resolve explorar o universo gay dos encontros e nos apresenta a enrustida Erica, que não pode contar sobre ser lésbica para sua tradicional família chinesa. Ela conhece Kate, uma lésbica-de-raiz, que tem opiniões duras sobre homossexuais femininas que já estiveram com homens. O encontro das duas acaba resultando no confronto pessoal para uma delas.

David e Ellie: David volta para outro encontro no dia de seu aniversário. Sua pretendente é a jovem Ellie que, apesar de madura, é visivelmente jovem demais. Apesar de claramente interessada, Ellie se vê esmagada pelo fantasma das projeções masculinas de David: ele está obcecado por Mia e pela força sexual que ela representa. Esse encontro acaba em circunstâncias pouco favoráveis à Ellie.

Erica e Callum: A lésbica enrustida Erica reaparece para satisfazer a vontade da família. Ela é obrigada a encontrar-se com Callum, um pernóstico e apatetado sujeito que nunca teria chances com uma mulher como ela. Assim que os dois reconhecem seus papeis nesse encontro, ele passa a ser um momento de grande mudança para Erica.

Stephen e Mia: As semelhanças entre Mia e Stephen são reforçadas nesse novo encontro, quando Mia dá um bolo no cirurgião e ele conhece Heidi, que está no hotel onde o encontro foi marcado, para uma conferência. Stephen finge ser um dos conferentes e seduz Heidi para uma tarde de sexo num dos quartos do hotel.

Jenny e Christian: Jenny repete sua participação na série num penúltimo episódio muito curioso. Ela não acredita em Deus, mas resolve ir pra cama com o membro de um grupo religioso, simplesmente porque, sem perceber, ele fala diretamente para as angústias dela. O problema é que Christian (como todos os homens de Jenny), também tem segredos.

David e Mia: O casal do primeiro episódio se reencontra para um final de temporada extremamente abstrato. Aparentemente, Mia e David iniciaram um relacionamento, mas quando Stephen retorna à vida dela subitamente, tudo é posto em cheque. Mia é muito mais parecida com Stephen, mas David parece ser o único disposto a continuar fazendo dela deusa carnal que ela necessita ser.

Cobrindo esses personagens tão cheios de camadas está um elenco totalmente comprometido com os detalhes. Além de construções muito bem marcadas, as atuações se apoiaram numa naturalidade impressionante. A produção de cenários minimalistas e de roteiro intimizado, uma das forças da série precisaria, definitivamente, se apoiar na figura do ator. Sendo assim, cada olhar, gesto, postura e fala do elenco de Dates é minuciosa, evidenciando um trabalho de direção absolutamente correlacionado com a atmosfera da série.

Também nos encontros, cada olhar, cada gesto, cada postura e cada fala, precisam ser estudados, perscrutados pelo nosso senso crítico, em busca de falhas, em busca de motivos para o encontro número dois. Dates é um recorte social que pode parecer áspero, mas que é surpreendentemente otimista. As pessoas, vejam só, ainda procuram por formas de estarem juntas, a despeito de toda essa imensa capacidade de isolamento e de desprezo proposta pela modernidade. Ainda existem aqueles que querem o frio na barriga do primeiro encontro.

Post Samuel Lofhagen
Extraído de Omelete.

sábado, 10 de agosto de 2013

Nova Série - Supernatural terá série derivada

Foram divulgados os primeiros detalhes da série derivada de Supernatural, que permanece sem título.

Em entrevista ao site da revista EW, os produtores executivos Jeremy Carver e Robert Singer explicaram que o 20º episódio da nona temporada de Supernatural será ambientado em Chicago, sugerindo que essa será a cidade que servirá de pano de funo ao novo programa.

Segundo Carver, a atração deve "explorar o choque entre personagens humanos e monstros" que habitam a cidade. "Teremos personagens importantes que serão meio humanos e meio monstros, [além de] famílias de monstros e famílias de caçadores". Por estar situado em apenas uma cidade, diferente de Supernatural, que viaja todos os Estados Unidos, Singer disse que veremos "um grupo mais concreto de personagens".

A série derivada, chamada em inglês de spin-off, geralmente retira um personagem de seu programa original e cria uma série só dele. Neste caso será diferente e a atração promete apresentar um novo leque de nomes e rostos - "mas Jared [Padalecki] e Jensen [Ackles] estarão presentes", explicou Singer.

Sobre o futuro de Supernatural, Mark Pedowitz, presidente do canal The CW, disse apenas que "enquanto eles continuem contando ótimas histórias e Jared e Jensen queiram fazê-las, não vejo motivo para não continuar".

A nona temporada de Supernatural  estreia nos EUA em 15 de outubro. No Brasil, o canal pago Warner exibe a série.

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Samuel Lofhagen

Nova Série - Extant de Steven Spielberg

O canal estadunidense CBS encomendou Extant, nova série da produtora de Steven Spielberg, Amblin TV.

Descrita como um suspense futurista, a trama acompanhará uma astronauta que tenta reconectar com sua família ao retornar do espaço. Suas experiência conduziram eventos que, no final, mudam o curso da história da humanidade.

Spielberg, Greg Walker e Mickey Fisher escreveram o roteiro e servirão de produtores executivos ao lado de Brooklyn Weaver, Justin Falvey e Darryl Frank.

A CBS encomendou logo 13 episódios para a temporada de estreia de Extant, sem passar pela fase de aprovação do piloto. Ainda não há cronograma de filmagem, mas sabe-se que o programa ficará para 2014.

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Samuel Lofhagen

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Nova Série - O Exorcista pode virar série de TV

O Exorcista, clássico filme de terror de 1973, pode virar uma série de TV. De acordo com o Deadline, Morgan Creek, detentor dos direitos da marca, planeja fazer um seriado inspirado no livro de William Peter Blatty, que também deu origem ao filme.

O roteirista responsável pelo projeto será Jeremy Slater, que atualmente escreve o reboot do Quarteto Fantástico. Roy Lee, produtor executivo de Os Infiltrados e O Chamado, também está envolvido no projeto. Não é de hoje que Creek tenta emplacar uma série de TV sobre O Exorcista - leia mais.

Ainda não há uma emissora confirmada para o projeto ou atores escalados.

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Samuel Lofhagen
tirado de www.omelete.com.br

Nova Série - Fox desenvolve série sobre 3° Guerra Mundial


Roteirista de X-Men é o responsável pelo piloto

O canal estadunidense Fox está desenvolvendo uma minissérie sobre a 3ª Guerra Mundial com Davi Hayter, roteirista de X-Men. As informações são do Deadline.

A trama é descrita como "uma sucessão perfeita de eventos faz com que fiquemos em meio a uma batalha mundial que pode levar ao fim da Terra como a conhecemos".

Leslie Greif, produtora da bem sucedida Hatfields & McCoys, produzirá a minissérie, que terá Hayter como roteirista do piloto e produtor principal. Amos servirão de produtores executivos. FX Prods. ficará a cargo da produção.

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Samuel Lofhagen

Séries 2013/14 - Novas Séries, Séries Renovadas e Canceladas








A televisão aberta dos EUA deve terminar de definir nos próximos dias a maioria das séries que cancela ou renova para a temporada 2013-2014. Vamos atualizar esta página à medida em que saírem mais informações.

Confira abaixo quem entra e quem sai nas sitcoms e séries dramáticas (nesta lista não entram reality shows e programas de competição ou variedade), além dos pilotos aprovados, divididos entre os cinco principais canais. [Atualizações aparecem em negrito]

ABC

Canceladas/finalizadas: Body of Proof / Happy Endings / Private Practice / Family Tools / How to Live With Your Parents for the Rest of Your Life / Last Resort / Malibu Country / Red Widow / 666 Park Avenue / Zero Hour

Renovadas: Castle / Grey's Anatomy / Last Man Standing / The Middle / Modern Family / Once Upon a Time / Revenge / Scandal / Suburgatory / Nashville / The Neighbors

Pilotos aprovados: Super Fun Night / The Goldbergs / Back in the Game / Trophy Wife / Mixology / Mind Games / Killer Women / Resurrection / Lucky 7 / Betrayal / Once Upon a Time in Wonderland / Agents of S.H.I.E.L.D.

CBS

Canceladas/finalizadas: CSI: NY / Rules of Engagement / Golden Boy / Made in Jersey / Partners / Vegas

Renovadas: The Big Bang Theory / Blue Bloods / Criminal Minds / CSI / The Good Wife / Hawaii Five-O / How I Met Your Mother / The Mentalist / Mike & Molly / NCIS / MCIS: LA / Person of Interest / 2 Broke Girls / Two and a Half Men / Undercover Boss / Elementary

Pilotos aprovados: Intelligence / Hostages / Crazy Ones / The Millers / Mom / We Are Men / Friends with Better Lives / Reckless

CW

Canceladas/finalizadas: Gossip Girl / L.A. Complex / 90210 / Cult / Emily Owens, M.D.

Renovadas: Hart of Dixie / Nikita / Supernatural / The Vampire Diaries / Arrow / Beauty and the Beast / The Carrie Diaries

Pilotos aprovados: The Originals / The Tomorrow People / The 100 / Oxygen / Star-Crossed

FOX

Canceladas/finalizadas: Fringe / Touch / Ben & Kate / The Mob Doctor

Renovadas: American Dad / Bob's Burgers / Bones / Family Guy / Glee / New Girl / Raising Hope / Os Simpsons / The Following / The Mindy Project

Pilotos aprovados: Dads / Rake / Gang Related / Almost Human / Sleepy Hollow / Enlisted / Surviving Jack / Us & Them / Brooklyn Nine-Nine

NBC

Canceladas/finalizadas: 30 Rock / The Office / Smash / Up All Night / Whitney / 1600 Penn / Animal Practice / Deception / Do No Harm / Go On / Guys With Kids / The New Normal / Ready for Love

Renovadas: Community / Grimm / Law & Order: SVU / Parenthood / Parks and Recreation / Chicago Fire / Revolution

Pilotos aprovados: The Michael J. Fox Show / About a Boy / Sean Saves the World / The Family Guide / Believe / Crisis / Undateable / Ironside / Chicago PD / The Blacklist / Welcome to the Family / The Night Shift